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HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Autor: Zailton Oliveira Sousa

DOI: https://doi.org/10.47820/recima21.v7i8.8706

Resumo

Esta pesquisa analisa o processo relacionado à aquisição e ao desenvolvimento das habilidades de leitura em alunos do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Apesar de se reconhecer a relevância da leitura para a vida do estudante, ressalta-se que alunos e professores enfrentam diversos desafios durante a formação de leitores nesse segmento. Nesse sentido, o uso das Histórias em Quadrinhos (HQs) como recurso estratégico pode instigar os alunos a se tornarem participantes ativos do próprio progresso leitor. As HQs possuem características capazes de atrair e envolver os novos leitores devido à sua linguagem dinâmica. No tocante aos desafios desse processo, destacam-se: as lacunas na formação inicial docente, a falta do hábito leitor por parte do professor, a concepção errônea de que apenas as aulas de Língua Portuguesa devem trabalhar a leitura e a ausência de incentivo familiar. Assim, o objetivo deste estudo consiste em observar como as HQs impactam o processo de leitura nos anos iniciais do ensino fundamental. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica para examinar a literatura existente sobre o tema. Constatou-se a importância de o professor ser um leitor assíduo, além da necessidade de as HQs serem trabalhadas de modo planejado, a fim de que os alunos desenvolvam as competências de um leitor fluente.

Citações:

A alfabetização e o letramento, “Aparentemente, são a mesma coisa, no entanto, há diferença entre os ambos os termos […] (Souza, 2026, p. 4).

Apesar da diferenciação entre alfabetização e letramento, a alfabetização não se torna inferior ao letramento; pelo contrário, ela é condição para que o letramento ocorra. Para que haja esse
processo, é necessário que o aluno seja alfabetizado, sabendo decodificar as palavras e fazer uma leitura que vá além da leitura do cotidiano. Alfabetizar está na essência do letramento, mas não é o seu único objetivo, sendo apenas a primeira parte do processo. (Canguçu, 2013, p. 15).

“De acordo com Santos e Bonfim (2015), a leitura, em muitas escolas brasileiras, permanece atrelada exclusivamente a notas e avaliações. O professor é quem escolhe os livros que os alunos precisam ler, e estes realizam tal ato de forma mecânica, por obrigação, sem prazer. Tendo em vista a reflexão realizada por estas autoras nota-se o quanto apesar de ser importante e necessário o desenvolvimento da leitura desde cedo, a maneira como esse processo é conduzido implica diretamente na vida do aluno positiva ou negativamente” (Souza, 2026, p. 4).

“Nesse contexto, Viccini (2011) aponta que o primeiro passo para mediar futuros leitores é auxiliá-los a descobrir que tipo de leitor ele é, tendo como base seus gostos e afinidades. Pois quando o leitor faz uma leitura do seu interesse, ele transmite para os ouvintes uma leitura satisfatória e prazerosa, despertando curiosidade no que lhe está sendo apresentado” (Souza, 2026, p. 5).

” Dessa maneira, um recurso que pode ser utilizado para atrair, instigar e motivar os alunos a se tornarem protagonistas ativos desse processo seriam as HQs. Isso se dá pelo fato de que, a linguagem utilizada na maioria das HQs é comum no uso cotidiano das crianças em classes de alfabetização e reflete uma linguagem mais informal. Essa forma de representação da linguagem escrita pode ser compreendida como uma aproximação da realidade do leitor e, desta forma, minimizando a complexidade da linguagem escrita no processo de alfabetização (Zanona et al., 2026)” (Souza, 2026, p. 9).

“Em se tratando de proporcionar o protagonismo dos alunos durante sua formação quanto leitor cabe aludir que as HQs têm se sobressaído como recurso que auxilia o processo de formação da criança leitora, por apresentarem narrativas com ação, diálogos diretos, linguagem acessível, ilustrações atraentes, cores vibrantes, expressões faciais e onomatopeias. Esse conjunto de elementos aguça a vontade de as crianças lerem, almejando descobrir os encantos expostos e implícitos que permeiam as HQs (Silva; Bertoletti, 2016)” (Souza, 2026, p. 9).

“Percebe-se que esse tipo de leitura permite que o aluno conecte o texto às suas vivências. Na visão de Santos e Bonfim (2016), os quadrinhos realmente provocam mais interesse nas crianças pela leitura, pelo fato de serem maravilhosas ferramentas no processo educativo, compreendendo-se que educar não é somente repassar conhecimentos, através de regras a serem seguidas, mas possibilitar as relações cognitivas e a construção do conhecimento que esse tipo de gênero textual oferece sobre a sensação agradável da leitura, o prazer real de ler. Ao possibilitar o protagonismo dos alunos no seu processo formativo quanto leitor levando em consideração que ler por ler não é o objetivo final. Todavia sim, construir uma sociedade de leitores com capacidade de compreensão, autonomia e criticidade de modo que, tenham consciência do seu papel quanto pessoas e a leitura intencional possui significativa contribuição para que essa sociedade seja construída” (Souza, 2026, p. 10).

Sousa, Zailton Oliveira; HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, v. 7, n. 8, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v7i8.8706.

LabGibi: Borrachalioteca

Férias na biblioteca Borrachalioteca de Sabará/MG

No dia 31 de julho de 2016, às 14 horas, acontecerá uma oficina de quadrinhos que ensina a você a criar sua própria história em quadrinhos: LabGibi – laboratório de histórias malucas.

Oficina gratuita.

Borrachalioteca

Rua Marieta Machado, 164 – Centro – Sabará/MG.

QUADRINHOS NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: PANORAMA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA

XXV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO – XXV ENANCIB
GT 7 – Produção e Comunicação da Informação em Ciência, Tecnologia & Inovação
QUADRINHOS NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: PANORAMA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
COMICS IN INFORMATION SCIENCE: OVERVIEW OF SCIENTIFIC PRODUCTION

Ana Ligia Feliciano dos Santos – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Fábio Mascarenhas e Silva – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Modalidade: Resumo Expandido

Resumo: O estudo investiga a produção científica sobre histórias em quadrinhos no campo da Ciência da Informação, por meio de publicações indexadas em bases de dados nacionais de acesso aberto. Realiza uma revisão sistemática da literatura e análise quantitativa dos dados. Os resultados traçam um panorama dos estudos dos quadrinhos na área, evidenciando o crescimento dessas pesquisas nos últimos anos e a predominância de periódicos como meio de publicação, bem como aponta os autores mais produtivos. Conclui que os resultados contribuem para a compreensão do tema na área e indicam possíveis direções para futuras investigações.

https://enancib.ancib.org/enancib/pt_BR/article/view/1429/1468

Citações

“Histórias em Quadrinhos (HQs) são, em linhas gerais, narrativas ficcionais ou não, compostas por texto e imagens sequenciais. Também conhecidas como arte gráfica sequencial, gibis, bandas desenhadas, ou apenas quadrinhos, as HQs podem ser caracterizadas tanto como produtos artísticos e culturais, quanto na condição de meio de comunicação e produto comercial, pois são capazes de transmitir ideias e informações, bem como representações e modos de agir e pensar da sociedade” (Santos; Silva, 2025, p. 1)

“No Brasil, essas pesquisas vêm sendo desenvolvidas desde a década de 1960, inicialmente no campo da comunicação, com a apresentação de artigos nos congressos anuais da Intercom, a criação de disciplinas voltadas para o tema em cursos de graduação e grupos de estudo e produção de quadrinhos” (Vergueiro, 2017a, 2017b).

“Desse modo, ainda não é possível afirmar que os quadrinhos constituem um campo científico na perspectiva de Bordieu, mas, se configuram como objeto de estudo” (Miorando, 2019).

” Considerando seus objetivos, o presente estudo apresenta-se como exploratório, pois busca identificar as pesquisas sobre HQs desenvolvidas no campo da CI. Quanto aos meios de sua execução, pode ser classificado como bibliográfico, pois realiza um mapeamento dessas pesquisas”.

“Ao analisar a distribuição por tipo de publicação, verificou-se, também, que os artigos publicados em periódicos científicos, ainda constituem a maioria das publicações sobre HQs na área da CI, seguidos dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e apresentações em congressos. Já em outros trabalhos acadêmicos, resultantes de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), os quadrinhos ainda são pouco explorados, diferente do que ocorre em outras áreas do conhecimento, como Linguagem, Educação e Comunicação” (Vergueiro; Santos, 2019).

“Os resultados revelam um panorama geral da produção acadêmica referente às histórias em quadrinhos na Ciência da Informação no contexto nacional, destacando um crescimento significativo nas publicações ao longo dos últimos anos e a predominância de artigos em periódicos científicos como o principal formato de publicação dos resultados das pesquisas”.

SANTOS, Ana Lígia Feliciano dos; SILVA, Fábio Mascarenha e. Quadrinhos na Ciência da Informação: panorama da produção científica. In: XXV ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2026, Rio de Janeiro. Anais […], v. 5, n. 1, Rio de Janeiro. GT 7 – Produção e Comunicação da Informação em Ciência, Tecnologia & Inovação. Disponível em: https://enancib.ancib.org/enancib/pt_BR/article/view/1429/1468.

Histórias em Quadrinhos na Educação

Fábio Paiva

Sinopse

História em Quadrinhos na Educação é o resultado de um trabalho de 4 anos durante o curso de doutorado. Reúne dados, entrevitas e muito material teórico sobre o tema, tratando o assunto como os Quadrinhos merecem: de maneira leve e descontraída.

O livro faz parte de uma iniciativa que busca aproximar a nova arte das salas de aula e demais práticas educativas, constribuindo para o desenvolvimento de uma Educação mais dinâmica e interessante.

Acreditamos que os Quadrinhos podem ocupar muito mais espaço no processo educativo e que esse livro será uma contribuição para esse avanço.

Citações

“A construção específica das HQs propiciam interação diferenciada, com palavras e ilustrações, em uma dinâmica que se propõe a comunicar desde elementos mais simples aos mais complexos, por meio de situações, personagens e narrativas que fazem parte do patrimônio cultural humano e que compõem de forma única o desenvolvimento educacinal” (Paiva, 2017, p. 62-63).

“É possivel verificar que a aceitação das HQs como um estratégia de expansão do alcance de ferramentas de informação, formativas e educativas, foi ampliando conforme sua eficácia era percebida de maneira prática. Essa aceitação acompanhou a evolução da presença e importância das HQs na cultura e comunicação” (Paiva, 2017, p. 69).

PAIVA, Fábio da Silva. Histórias em Quadrinhos na Educação. Salvador: Quadro a Quadro, 2017.

1940 – Era uma vez…

“Em 1940, Vicente Guimarães procurou José Neves Queiroz, de uma velha família de gráficos mineiros, com o plano de uma revista infantil. José Queiroz topou a ideia com paixão e, no meio da profusão e do êxito comercial dos gibis, eles saíram com uma revistinha mineiríssima, que o Brasil inteiro leu durante 15 anos.” Ziraldo

Era uma vez… foi a primeira revista infanto-juvenil de Minas Gerais, lançada em 15 de abril de 1940 em Belo Horizonte . De periodicidade quinzenal, foi rodada na Gráfica Queiroz Breyner.

Tinha uma linha editorial que prestigiava o trabalho de grandes artistas da imprensa mineira e abriu espaço para novos talentos, como Ziraldo. Era uma revista que fazia frente as produções da época que publicavam, principalmente, tradução de material estrangeiro, o que barateava os custos. Objetivava ser uma alternativa ao conteúdo estrangeiro que traziam preocupação na época aos impactos da leitura nos jovens leitores. Diz ser uma revista sadia para mentes sãs.

Inicialmente funcionou sob a direção de Vicente Guimarães, com o subtítulo Revista de Vovô Felício para os seus netinhos. Vicente depois se muda para o Rio de Janeiro para assumir a chefia do departamento do SESI que cuidava do Serviço de Orientação e Recreação da Infância da revista Sesinho (1947). Assim, a condução da revista passou para as mãos dos Estabelecimentos Gráficos Santa Maria, com a direção de José Neves, trocando seu subtítulo para A revista infanto-juvenil mais bonita do Brasil. Essa segunda fase durou até abril de 1955.

Crédito: Blog do jornalista Marcos Massolini: https://almanaquedomalu.blogspot.com/2014/03/bau-do-malu-48-era-uma-vez-n-202.html

Vicente Paulo Guimarães (23/05/1906 – 04/06/1981)

Vicente Guimarães nasceu em Cordisburgo/MG, formou-se como professor primário, trabalhando como Inspetor Federal de Ensino até 1976. Começou sua trajetória publicação narrativas infantis em Caretinha. Depois fundou o Suplemento Infantil de O Diário (1940) de Belo Horizonte. Inspirado com o suplemento, surge a ideia de Era uma vez… Muda-se para o Rio de Janeiro para trabalhar no SESI, criando a revista Sesinho. Volta para BH, atuando em rádio clube e tv. Através do Rotary Club, criou 18 bibliotecas infantis.

José Neves Queiróz

A Gráfica Queiroz Breyner foi, por vários anos, a única gráfica de Belo Horizonte que tinha maquinário apropriado para imprimir as revistas ilustradas da cidade. Imprimia a revista Bello Horizonte (1933) e Alterosa (1939), antes de lançar a Era uma vez…. O gráfico José Neves Queiróz assume a revista infanto-juvenil com a ida de Vicente para o Rio.

Referências

CAMPOS, Edson Nascimento. Era uma vez…, revista de Vovô Felício para os seus netinhos – um projeto de leitura. Vária História, Belo Horizonte, n. 18, set. 1997. p. 273-296. Disponível em: https://static1.squarespace.com/static/561937b1e4b0ae8c3b97a702/t/5727a11040261d0bb594696f/1462214930106/16_Campos%2C+Edson+Nascimento.pdf

CAMPOS, Edson Nascimento. Texto são em mente sã: um projeto de leitor. A prática da leitura na revista Era uma vez…: o Brasil da era Vargas – os anos 40. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2001. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/Texto%20s%C3%A3o%20em%20mente%20s%C3%A3%20um%20projeto%20de%20leitor.pdf

Oficina de Tirinhas em Quadrinhos: Brincar de Apagar

Emcomum Estúdio Livre convida para a oficina de tirinhas em quadrinhos: Brincar de Apagar. Atividade integrante da programação da Festa da Criança do Centro Cultural Lindeia Regiona, Regional Barreiro, Belo Horizonte/MG.

Oficina de produção de tirinhas em quadrinhos onde o público aprenderá métodos básicos da construção de uma narrativa gráfica curta. De modo prático e divertido, a cada quadro desenhado, a atividade faz intervenções propondo novos desafios às histórias, levando o roteiro para rumos incomuns, desconhecidos e explorando a criatividade.

Dia 4 de outubro de 2025, sábado, às 15 horas. Atividade Gratuita.

Guerras Culturais na mídia

De Celbi Pegoraro

Jornalismo, quadrinhos, cinema e redes sociais. Em cada uma dessas frentes, discursos se chocam, imaginários são disputados e narrativas tentam prevalecer. Neste ensaio instigante, Celbi Pegoraro investiga as chamadas Guerras Culturais a partir de uma perspectiva crítica e interdisciplinar, articulando episódios históricos, movimentos ideológicos e a atuação dos meios de comunicação de massa. Um guia para compreender os conflitos do presente – e refletir sobre as possibilidades de diálogos em tempos de extrema polarização.

PEGORARO, Celvi Vagner Melo. Guerras culturais na mídia. São Paulo: Peirópolis, 2025

CDD 303.2
CDU 316.77

  1. Comunicação. 2. Mídia. 3. Jornalismo. 4. Quadrinhos. 5. Cinema. 6. Política. 7. Cultura.

O jovem Gobbo

Oficina Piedade Nossa Senhora da Piedade – BH

Conversa sobre quadrinhos com a turma do sexto ano.

Oficina E.E. Prof. Alisson Pereira Guimarães

Oficina de quadrinhos realizada na Escola Estadual Professor Alisson Pereira Guimarães, Bairro Alípio de Melo/BH, a convite da professora e bibliotecária Adília.