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Quadrinhos do Aglomerado

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, dá início nesta segunda-feira, dia 10 de maio, a uma programação virtual desenvolvida em rede pelos Centros Culturais do município. Serão cerca de 30 atividades por semana, gratuitas e voltadas a todos os públicos, em diversas linguagens artísticas, como música, dança, artes visuais, entre outras, além de oficinas de inclusão digital. A programação completa para esta primeira semana já está disponível no Portal Belo Horizonte – www.portalbelohorizonte.com.br. As inscrições devem ser feitas seguindo as orientações de cada atividade. Semanalmente, haverá a atualização da grade de programação. 

A criação desta programação virtual marca o retorno das atividades dos Centros Culturais descentralizados, geridos pela Prefeitura, espalhados por todas as regionais da cidade. Voltados ao desenvolvimento cultural e à valorização das identidades das comunidades onde estão inseridos, estes espaços encontram-se atualmente fechados ao público devido às medidas sanitárias de combate e prevenção à Covid-19.

Saiba mais no portal da PBH: prefeitura.pbh.gov.br/noticias

QUADRINHOS DO AGLOMERADO

A atividade apresentará a linguagem dos quadrinhos e a história desse gênero literário e visual, abordando os fundamentos de estrutura da narrativa, desenho, balões e roteiro. Com Richardson Freitas.

Público: a partir de 10 anos
Datas: 11, 18 e 25 de maio, 1º, 8, 15 e 22 de junho de 2021 (terças-feiras)
Das 14h às 15h30
Inscrições: enviar um e-mail para ccvf.fmc@pbh.gov.br ou ccvm.fmc@pbh.gov.br e receberá o link para participar das aulas, via plataforma Google Meet.
Atividade online realizada pelo Centro Cultural Vila Fátima e Centro Cultural Vila Marçola

Quadro, requadro e sarjeta

A estrutura básica de uma história em quadrinhos é formada de quadro, requadro e sarjeta.

QUADRO

O quadro é o espaço onde acontecem uma cena da história. Dentro dele poderão ser encontrados vários elementos, como o desenho, as legendas, os balões e as onomatopeias.

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Onomatopeia

A onomatopeia é um recurso de narrativa das histórias em quadrinhos para simular sons em forma de fonemas. Elas amplificam os acontecimentos de uma cena.

“Etimologia: Vem do grego Onomatopiia (ação de imitar uma palavra por imitação do som – ou criação de palavras), pelo latim Onomatopeia, por via semi-erudita. […]”
“As onomatopeias são palavras imitativas, isto é, palavras que pretendem imitar, através dos fonemas de que se compõem, certos ruídos como o grito ou o canto dos animais, o som dos instrumentos musicais, o barulho das máquinas, o ruído que acompanha os fenômentos da natureza etc. A onomatopéia é sempre uma aproximação e nunca uma reprodução exata, como nem de outra forma poderia ser. Os fonemas da voz humana diferem no seu timbre, e noutras qualidades dos ruídos da natureza que procuram imitar” (Krystoffer Nyrop).
(Aizen, 1977, p. 270) In: Moya (org.), Shazam!, 1977.

Vamos acompanhar um exemplo de uma xícara caindo no chão.

Na primeira tirinha, não foi usado o recurso da onomatopeia. Não há prejuízo de entendimento porque o desenho deixa claro que a xícara caiu no chão e se quebrou.

Nessa segunda tira, o recurso da onomatopeia faz com que a cena da xícara se espatifando no chão tenha uma maior impacto. Isso acontece porque ao acrescentarmos “CRASH” induzimos o leitor, ao ler a palavra, a recriar o som em sua cabeça.

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Fazenda Movimento Boi Livre

Revista 4×4 nº 4 – MBL (setembro/2020) –  Peba Edições

4×4 é uma publicação coletiva da Peba Edições. Artistas:  Sílvio Romero, Ric, Wagner Nyhyw, Vitu Maia, Lexy Soares e Marcelo Dola.

Quadrinhos e Arte Sequencial, de Will Eisner

A compreensão e a prática da forma de arte mais popular do mundo

“Este trabalho tem o intuito de considerar a examinar a singular estética da Arte Sequencial como um veículo de expressão criativa, uma disciplina distinta, uma forma artística e literária que lida com a disposição de figuras e imagens e palavras para narrar uma história em quadrinhos ou dramatizar uma ideia. Ela é estudada aqui dentro do quadro da sua aplicação às revistas e às tiras de quadrinhos, onde é universalmente empregada.

(…)

Este trabalho foi originalmente escrito como uma série de ensaios publicados aleatoriamente na revista The Spirit. Também é resultado do curso de Arte Sequencial que ministrei na Escola de Artes Visuais de Nova York. “

Trecho do Prefácio do livro, escrito por Will Eisner

Quadrinhos e arte sequencial
Will Eisner
Martins Fontes
1995

EISNER, Will. Quadrinhos e arte sequencial. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

ISBN: 85-36-336-0366-5

95-0307
CDD-741.5
Índices para catálogo sistemático:
1. Estórias em quadrinhos: Apreciação crítica 741.5
2. Quadrinhos: Estórias: Apreciação crítica 741.5

A Guerra dos Gibis, de Gonçalo Junior

A formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64


“Adolfo Aizen e Roberto Marinho, principais personagens desta história, são os maiores responsáveis pela chegada ao Brasil de uma novidade americana que a partir dos anos 30 se tornou uma febre entre crianças e adolescentes e mobilizou presidentes da República, juristas, parlamentares, intelectuais, educadores, escritores, magnatas e artistas: as histórias em quadrinhos.

Embora fizessem a festa da garotada e de editores com Aizen e Marinho, os gibis causavam arrepios nos guardiões da moral, polemistas de plantão, tubarões da imprensa e raposas da política, que em coro pediam censura urgente às revistinhas – “se não quisermos fazer das próximas gerações brasileiras sucessivas fornadas de cretinos”, na sentença de Carlos Lacerda. Outros viam potenciais educativos nos gibis: Giberto Freyre queria uma versão da Constituição em quadrinhos.

Grandes figuras da vida nacional entre 1933 e 1964 se engajaram na heróica guerra dos gibis. Do Suplemento Infantil de Adolfo Aizen aos catecismos de Carlos Zériro, Gonçalo Junior narra uma aventura repleta de absurdo e ferocidade, feita de heróis e vilões de papel e de carne e osso.”

Texto da contra capa do livro

JUNIOR, Gonçalo. A Guerra dos Gibis: A formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

ISBN: 85-359-0582-0

04-7285
CDD-741.50981
Índices para catálogo sistemático:
1. Gibis: Quadrinhos: Brasil 741.50981
2. História em quadrinhos: Brasil 741.50981

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau

Brumadinho

Zandita de Adam Cozart

Ilustração de Zandita, personagem de Adam Cozart.