Categoria: Gibidiversidade

O negro nos quadrinhos do Brasil

De Nobu Chinen

Sinopse

Os quadrinhos, poderosa máquina de narrar histórias, são também prodigiosa forma de construir padrões de representação na sociedade. Sua presença cotidiana quase afetiva na vida das pessoas lhes garante complexas e sutis modalidades de expressão e grande potência na construção de estereótipos, que podem servir a ideologias de todo tipo.

Neste livro, o pesquisador de quadrinhos Nobu Chinen busca compreender a construção da imagem do negro nas narrativas gráficas, desde as artes visuais em seus primeiros registros da presença dos africanos no Brasil, sequestrados e escravidos para servir ao propósito colonizador, até a produção atual.

Ao mesmo tempo em que expõe, como o próprio autor diz, “a verdadeira face de um país preconceituoso e racista, mas que resiste em admitir essa característica”, Nobu promove um justo resgate de parte importante de nossa historiografica, em que a crescente, porém insuficiente, marca de autores negros vem influenciando positivamente a forma de representação do negro nessa mídia, restituindo-lhe o papel fundamental na formação de nosso país como nação política independente.

O livro revela aspectos importantíssimos do lugar do negro nas mídias, o que aponta para a necessidade de que outras linguagens sejam analisadas historicamente quanto à sua participação no reforço a estereótipos que desmerecem as diferenças, ao invés de valorizá-las.

Ao rastrear a representatividade dos negros nos quadirnhos brasileiro, Nobu, com detalhamento e persistência, traça um caminho próprio para compreender também a produção de quadrinhos no país, do mainstream ao quadrinho independente.

CHINEN, Nobu. O negro nos quadrinhos do Brasil. São Paulo: Peirópolis, 2019.

O mundo das histórias em quadrinhos

De Leila Rentroia Iannone e Roberto Antonio Iannone

Trecho da apresentação

“Convivemos com as histórias em quadrinhos há muito tempo e, talvez por isso, não percebamos sua real importância. Poucos já pararam para pensar que os quadrinhos, além de nos proporcionar prazer e entretenimento, constituem, também, uma fascinante demonstração da arte e criatividade humanas. São expressões gráfico-visuais que harmonizam texto e imagem, configurando, em muitos casos, autênticas obras-primas. O desenho, a mais antiga forma de comunicação, acompanha o homem desde a época das cavernas. Hoje, graças a descobertas e inventos como a escrita, o papel e a imprensa, vivemos mergulhados em um mundo de imagens. E os quadrinhos, com as aventuras vibrantes e divertidas de nossos heróis preferidos, estão presentes em todos os lugares, nas revistas, na propaganda e até nos livros escolares”.

IANNONE, Leila Rentroia; IANNONE, Roberto Antonio. O mundo das histórias em quadrinhos. 4. ed. São Paulo: Editora Moderna, 1994.

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Autor: Zailton Oliveira Sousa

DOI: https://doi.org/10.47820/recima21.v7i8.8706

Resumo

Esta pesquisa analisa o processo relacionado à aquisição e ao desenvolvimento das habilidades de leitura em alunos do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Apesar de se reconhecer a relevância da leitura para a vida do estudante, ressalta-se que alunos e professores enfrentam diversos desafios durante a formação de leitores nesse segmento. Nesse sentido, o uso das Histórias em Quadrinhos (HQs) como recurso estratégico pode instigar os alunos a se tornarem participantes ativos do próprio progresso leitor. As HQs possuem características capazes de atrair e envolver os novos leitores devido à sua linguagem dinâmica. No tocante aos desafios desse processo, destacam-se: as lacunas na formação inicial docente, a falta do hábito leitor por parte do professor, a concepção errônea de que apenas as aulas de Língua Portuguesa devem trabalhar a leitura e a ausência de incentivo familiar. Assim, o objetivo deste estudo consiste em observar como as HQs impactam o processo de leitura nos anos iniciais do ensino fundamental. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica para examinar a literatura existente sobre o tema. Constatou-se a importância de o professor ser um leitor assíduo, além da necessidade de as HQs serem trabalhadas de modo planejado, a fim de que os alunos desenvolvam as competências de um leitor fluente.

Citações:

A alfabetização e o letramento, “Aparentemente, são a mesma coisa, no entanto, há diferença entre os ambos os termos […] (Souza, 2026, p. 4).

Apesar da diferenciação entre alfabetização e letramento, a alfabetização não se torna inferior ao letramento; pelo contrário, ela é condição para que o letramento ocorra. Para que haja esse
processo, é necessário que o aluno seja alfabetizado, sabendo decodificar as palavras e fazer uma leitura que vá além da leitura do cotidiano. Alfabetizar está na essência do letramento, mas não é o seu único objetivo, sendo apenas a primeira parte do processo. (Canguçu, 2013, p. 15).

“De acordo com Santos e Bonfim (2015), a leitura, em muitas escolas brasileiras, permanece atrelada exclusivamente a notas e avaliações. O professor é quem escolhe os livros que os alunos precisam ler, e estes realizam tal ato de forma mecânica, por obrigação, sem prazer. Tendo em vista a reflexão realizada por estas autoras nota-se o quanto apesar de ser importante e necessário o desenvolvimento da leitura desde cedo, a maneira como esse processo é conduzido implica diretamente na vida do aluno positiva ou negativamente” (Souza, 2026, p. 4).

“Nesse contexto, Viccini (2011) aponta que o primeiro passo para mediar futuros leitores é auxiliá-los a descobrir que tipo de leitor ele é, tendo como base seus gostos e afinidades. Pois quando o leitor faz uma leitura do seu interesse, ele transmite para os ouvintes uma leitura satisfatória e prazerosa, despertando curiosidade no que lhe está sendo apresentado” (Souza, 2026, p. 5).

” Dessa maneira, um recurso que pode ser utilizado para atrair, instigar e motivar os alunos a se tornarem protagonistas ativos desse processo seriam as HQs. Isso se dá pelo fato de que, a linguagem utilizada na maioria das HQs é comum no uso cotidiano das crianças em classes de alfabetização e reflete uma linguagem mais informal. Essa forma de representação da linguagem escrita pode ser compreendida como uma aproximação da realidade do leitor e, desta forma, minimizando a complexidade da linguagem escrita no processo de alfabetização (Zanona et al., 2026)” (Souza, 2026, p. 9).

“Em se tratando de proporcionar o protagonismo dos alunos durante sua formação quanto leitor cabe aludir que as HQs têm se sobressaído como recurso que auxilia o processo de formação da criança leitora, por apresentarem narrativas com ação, diálogos diretos, linguagem acessível, ilustrações atraentes, cores vibrantes, expressões faciais e onomatopeias. Esse conjunto de elementos aguça a vontade de as crianças lerem, almejando descobrir os encantos expostos e implícitos que permeiam as HQs (Silva; Bertoletti, 2016)” (Souza, 2026, p. 9).

“Percebe-se que esse tipo de leitura permite que o aluno conecte o texto às suas vivências. Na visão de Santos e Bonfim (2016), os quadrinhos realmente provocam mais interesse nas crianças pela leitura, pelo fato de serem maravilhosas ferramentas no processo educativo, compreendendo-se que educar não é somente repassar conhecimentos, através de regras a serem seguidas, mas possibilitar as relações cognitivas e a construção do conhecimento que esse tipo de gênero textual oferece sobre a sensação agradável da leitura, o prazer real de ler. Ao possibilitar o protagonismo dos alunos no seu processo formativo quanto leitor levando em consideração que ler por ler não é o objetivo final. Todavia sim, construir uma sociedade de leitores com capacidade de compreensão, autonomia e criticidade de modo que, tenham consciência do seu papel quanto pessoas e a leitura intencional possui significativa contribuição para que essa sociedade seja construída” (Souza, 2026, p. 10).

Sousa, Zailton Oliveira; HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, v. 7, n. 8, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v7i8.8706.

Memória institucional: a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horiozonte

Artigo científico publicado na revista Biblionline v.22, n. 2 (2026). Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.

Autoria: Richardson Santos de Freitas e Lorena Tavares de Paula

Resumo:

A Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte foi inaugurada em 7 de fevereiro de 1991 com o objetivo de promover o incentivo à leitura, explorando o potencial criativo e crítico da literatura e das artes, trazendo uma visão cidadã e de respeito à diversidade. Este artigo explora quais foram as condições históricas que permitiram a fundação desta biblioteca voltada ao público infantil e juvenil na capital de Minas Gerais, através de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa. Para esse registro de memória institucional foi feita uma revisão bibliográfica, uma análise historiográfica e um estudo documental dos ofícios e projetos encontrados no Arquivo Público de Belo Horizonte para se recontar a história da biblioteca e compreender o fenômeno social de sua criação. Essa trajetória trará o papel social da biblioteca na memória, mediação e identidade social da cidade ao se tornar um espaço dedicado às práticas de promoção da leitura, pesquisa, fomento e difusão da cultura destinados às crianças e jovens, com alcance ao público adulto, como educadores e profissionais envolvidos na produção para esse segmento.

Download: https://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/74439

FREITAS, Richardson Santos de; PAULA, Lorena Tavares de. Memória institucional: a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Biblionline, [S. l.], v. 22, n. 2, p. 141–153, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/74439. Acesso em: 1 jul. 2026.

Uma introdução política aos quadrinhos, Moacy Cirne

Sinopse:

As estórias em quadrinhos continuam ocupando um dos lugares centrais da cultura de massa: sua ideologia ainda é capaz de mobilizar milhões de consumidores em torno de objetivos políticos e culturais bastante concretos. É o que nos mostra este livro, através de uma leitura crítica fundada no marxismo e voltada para alguns dos problemas que forma, aqui e agora, os complexos meadros da(s) cultura(s) brasileira(s).

Citações:

“Não existem quadrinhos inocentes, assim como não existem leitura inocente (cf. Althusser) e livros inocentes (cf. Macherey). As estórias em quadrinhos procuram ‘ocultar’ sua verdadeira ideologia através de fórmulas temáticas muitas vezes simples ou simplistas, fazendo da redundância (a repetição em série imposta pela engrenagem operacional da cultura de massa) o lugar de sua representação: Tio Patinhas, Mickey, Zorro, Fantasma, Tarzan, Super-Homem, Batman, Capitão América, Capitão Marvel, Homem de Ferro, Home de Borracha, Brotoeja, Riquinho – para citar apenas alguns exemplos conhecidos – expressam uma ideologia conservadora e/ou reacionária” (Cirne, 1982, p. 11).

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Educação como prática da liberdade, Paulo Freire

Sinopse:

EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE foi escrito em 1967, durante o exílio forçado de Paulo Freire no Chile. É este o livro em que Freire detalha as complexas forças que perpassam a relação dos seres humanos com o mundo, no contexto brasileiro, e propõe a execução prática, em cinco fases, do seu Método de Alfabetização. Objetiva com isso alcançar a educação que liberta seres humanos da condição de oprimido e os insere na sociedade como forças transformadoras, críticas, politizadas e responsáveis por todas as pessoas que a integram.

Citações

“NÃO HÁ EDUCAÇÃO FORA DAS SOCIEDADES humanas e não há homem no vazio” (Freire, 2024, p. 51).

“A educação das massas se faz, assim, algo de absolutamente fundamental entre nós. Educação que, desvestida da roupagem alienada e alienante, seja uma força de mudança e de libertação. A opção, por isso, teria de ser, também entre uma ‘educação’ para a ‘domesticação’, para a alienação, e uma educação para a liberdade. ‘Educação’ para o homem-objeto ou educação para o homem-sujeito” (Freire, 2024, p. 52).

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Protocolo RSL

Protocolo RSL: Revisão Sistemática da Literatura (RSL)

Marta Lígia Pomim Valentim

PROTOCOLO RSLDESCRIÇÃO
Objetivo GeralIdentificar os conceitos sobre gestão do conhecimento e seus elementos constitutivos mais significativos, publicados por autores brasileiros no âmbito da Ciência da Informação
Fontes de Informação Pesquisadas– Base de dados de Periódicos em Ciência da Informação(BRAPCI)
– Scientific Electronic Library Online (Scielo)
– BENANCIB
Restrição temporal– O período pesquisado se refere a:
– BRAPCI – todo o período que consta na base
– SciELO – todo o período que consta na base
– BENANCIB – todo o período que consta na base
Critérios de Inclusão e de ExclusãoInclusão:
– Textos de autores brasileiros
– Textos do campo da Ciência da Informação
Exclusão:
– Textos de autores estrangeiros
– Textos de outras áreas do conhecimento
Campos PesquisadosCampos Pesquisados:
– Título
– Palavras
-Chave- Resumo
Procedimentos de SeleçãoProcedimento realizado nos textos recuperados:
– Leitura do abstract dos textos recuperados, no intuito deverificar a pertinência do conteúdo ao objetivo geral deste Protocolo RSL
Procedimentos de AnáliseCritérios:
– Identificação de definições e/ou conceitos sobre gestão do conhecimento e seus elementos constitutivos mais significativos
Palavras-Chave Utilizadas– Gestão do conhecimento and definição
– Gestão do conhecimento and conceito

VALENTIM, Marta Lígia Pomim. Conceitos sobre gestão do conhecimento: uma revisão sistemática da literatura brasileira. Informação & Sociedade: Estudos, v. 30, n. 4, 2020. p. 1-34. Disponível em: https://cip.brapci.inf.br//download/153257

Humanismo Digital, Milad Doueihi

Trechos do livro que foram traduzidos do francês usando ferramentas online de tradução de texto.

O humanismo digital é o resultado de uma convergência entre nosso complexo patrimônio cultural e uma técnica que transformou, sem precedentes, os espaços de sociabilidade. Uma convergência que, em vez de simplesmente reconectar o antigo e o atual, redistribui conceitos, categorias e objetos, assim como os comportamentos e práticas a eles associados, em um novo ambiente.

Version 1.0.0

O humanismo digital tem dimensão cultural, no sentido de que estabelece um novo contexto em escala mundial que modifica nossa percepção dos objetos, das relações e dos valores, e pelas novas perspectivas que introduz no campo da atividade humana.

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Pedagogia do oprimido, Paulo Freire

Sinopse:

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, escrita entre 1967 a 1968, quando Paulo Freire estava exilado no Chile, foi proibido pela ditadura civil-militar do Brasil, onde permaneceu inédito até 1974. Ancorado em situações concretas, este livro desvela as relações dos opressores e pelo medo da liberdade que os oprimidos sentem. É um livro radical, sobre o conhecer solidário, o amor, o diálogo e a esperença. Aborda a luta pela desalienação, pelo trabalho livre, pela afirmação dos seres humanos como pessoas, e não coisas. É destinado aos revolucionários, que se comprometem com os oprimidos, para, com eles e ao lado deles, lutar na construção de um mundo em que seja mais fácil amar.

Citações:

“Mais uma vez os homens, desafiados pela dramaticidade da hora atual, se propõem a si mesmos como problema. Descobrem que pouco sabem de si, de seu ‘posto no cosmo’, e se inquietam para saber mais. Estará, alías, no reconhecimento do seu puco saber de si uma das razões desta procura” (Freire, 2024, p. 39).

“A violência dos opressores, que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação – a do ser menos. Como distorção do ser maiss, o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra que os fez menos. E esta luta somente tem sentido, quando os oprimidos, ao buscarem recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealistamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade de ambos. E aí está a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos – libertar-se a si e aos opressores” (Freire, 2024, p. 41).

Estes, que oprimem, exploram e violetam, em razão de seu poder, não podem ter, neste poder, a força da libertação dos oprimidos nem de si mesmos. Só o poder que nasça da debilidade dos oprimidos será suficientente forte para libertar a ambos. Por isto é que o poder dos opressores, quando se pretende amenizar ante a debilidade dos oprimidos, não apenas quase sempre se expressa em falsa generosidade, como jamais a ultrapassa” (Freire, 2024, p. 41).

“Talvez dês esmolas. Mas, de onde as tiras, senão de tuas rapinas cruéis, do sofrimento, das lágrimas, dos suspiros? Se o pobre soubesse de onde vem o teu óbolo, ele o recusaria porque teria a impressão de morder a carne de seus irmãos e de sugar o sangue de seu próximo” (São Gregório de Nissa – Sermão contra os usurários (330-395) apud Freire, 2024, p. 42).

“[…] em certo momento de sua experiência existencial, os oprimidos assumem uma postura que chamamos de ‘aderência’ ao opressor. Nestas circustâncias, não chegam a ‘admirá-lo’, o que os levaria a objetivá-lo, a descobri-lo fora de si. […] Daí esta quase aberração: um dos polos da contradição pretendendo não a libertação, mas a identificação com o seu contrário. […] a sua visão do homem novo é uma visão individualista. A sua aderência ao opressor não lhes possibilita a consciência de si como pessoa, nem a consciência de classe oprimida. […] Desta forma, por exemplo, querem a reforma agrária, não para se libertarem, mas para passarem a ter terra e, com esta, torna-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados. […] Raros são os camponeses que, ao serem ‘promovidos’ a capatazes, não se tornam mais duros opressores de seus antigos companheiros do que o patrão mesmo” (Freire, 2024, p. 44-45).

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido: saberes necessários à prática educativa. 78 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2024.

Gibiteca BPIJ

Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) – UFMG

GIBITECA DA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE: indicadores para uma política de coleção de revistas de histórias em quadrinhos

RESUMO
A Gibiteca da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte foi inaugurada em 1992 a partir da doação de toda a coleção da Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos, feita por seu idealizador Antônio Roque Gobbo, contendo revistas de grande valor cultural para leitores e pesquisadores. De um acervo inicial de nove mil exemplares, a gibiteca chegou ao auge quando atingiu 25 mil exemplares, tornando-se a quarta maior do Brasil. Porém, com a mudança de sede da biblioteca para o Centro de Referência da Juventude em 2016, surgem diversos problemas estruturais que resultaram em furtos e extravios de revistas que colocou em risco a coleção de quadrinhos. 14 mil revistas foram perdidas, chegando em 2025 com uma coleção de 10.925 volumes. Esta dissertação propõe estudar a Gibiteca Antônio Gobbo através de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, usando a modalidade do estudo de caso, divididas nas etapas de coleta de dados e de análise. Na primeira etapa, se estabeleceu a trajetória histórica da origem e desenvolvimento das coleções desta gibiteca e a coleta de informações. Na segunda etapa, elaborou-se uma fundamentação metodológica que produziu uma tabela com seis temas e 18 categorias de análise, que resultaram nos indicadores de avaliação: estudo da comunidade leitora; diretrizes de desenvolvimento de coleção de quadrinhos; recursos informacionais; plano de preservação e conservação das coleções; avaliação: quantitativa e qualitativa; e atribuição de valor.


PALAVRAS-CHAVE: Gibiteca; Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte; História em quadrinhos; Desenvolvimento de coleções.

FREITAS, Richardson Santos de. GIBITECA DA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE: indicadores para uma política de coleção de revistas de histórias em quadrinhos. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2026. Disponível em: https://hdl.handle.net/1843/3613.

Apresentação:

https://docs.google.com/presentation/d/1W6Ax5jJzYyIjobXTvt39AX7vMRk9SG_gQia8KLIvRho/edit?usp=sharing

Gibiteca da BPIJ-BH 2024 – Sede Centro de Referência da Juventude – Crédito: Richardson Santos de Freitas
Coleção Especial de Quadrinhos – Gibiteca da BPIJ-BH – Sede CRJ – 2024 – Crédito: Richardson Santos de Freitas

Gibiteca da BPIJ-BH 2024 – nova sede: Rua Espírito Santo, 593 – Crédito: Richardson Santos de Freitas