Arquivo por tag: Antônio Roque Gobbo

Gibiteca BPIJ

Dissertação de Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) – UFMG

GIBITECA DA BIBLIOTECA PÚBLICA INFANTIL E JUVENIL DE BELO HORIZONTE: indicadores para uma política de coleção de revistas de histórias em quadrinhos

RESUMO
A Gibiteca da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte foi inaugurada em 1992 a partir da doação de toda a coleção da Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos, feita por seu idealizador Antônio Roque Gobbo, contendo revistas de grande valor cultural para leitores e pesquisadores. De um acervo inicial de nove mil exemplares, a gibiteca chegou ao auge quando atingiu 25 mil exemplares, tornando-se a quarta maior do Brasil. Porém, com a mudança de sede da biblioteca para o Centro de Referência da Juventude em 2016, surgem diversos problemas estruturais que resultaram em furtos e extravios de revistas que colocou em risco a coleção de quadrinhos. 14 mil revistas foram perdidas, chegando em 2025 com uma coleção de 10.925 volumes. Esta dissertação propõe estudar a Gibiteca Antônio Gobbo através de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, usando a modalidade do estudo de caso, divididas nas etapas de coleta de dados e de análise. Na primeira etapa, se estabeleceu a trajetória histórica da origem e desenvolvimento das coleções desta gibiteca e a coleta de informações. Na segunda etapa, elaborou-se uma fundamentação metodológica que produziu uma tabela com seis temas e 18 categorias de análise, que resultaram nos indicadores de avaliação: estudo da comunidade leitora; diretrizes de desenvolvimento de coleção de quadrinhos; recursos informacionais; plano de preservação e conservação das coleções; avaliação: quantitativa e qualitativa; e atribuição de valor.


PALAVRAS-CHAVE: Gibiteca; Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte; História em quadrinhos; Desenvolvimento de coleções.

Apresentação:

https://docs.google.com/presentation/d/1W6Ax5jJzYyIjobXTvt39AX7vMRk9SG_gQia8KLIvRho/edit?usp=sharing

Gibiteca da BPIJ-BH 2024 – Sede Centro de Referência da Juventude – Crédito: Richardson Santos de Freitas
Coleção Especial de Quadrinhos – Gibiteca da BPIJ-BH – Sede CRJ – 2024 – Crédito: Richardson Santos de Freitas

Gibiteca da BPIJ-BH 2024 – nova sede: Rua Espírito Santo, 593 – Crédito: Richardson Santos de Freitas

Antônio Roque Gobbo

O escritor e colecionador Antônio Roque Gobbo, idealizador da Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos e do fazine Repórter HQ.

Ilustração feita para a Barzine #2: https://nanquim.com.br/barzine-2/

Barzine #2 – Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos – Belo Horizonte

Comunicação científica feita nas Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP, com lançamento do fanzine Barzine #2 e artigo públicado na revista Nona Arte – Revista Brasileira de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos, do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP, vol. 14/2026. Qualis B2.

Autores: Richardson Santos de Freitas e Lorena Tavares de Paula

DOI: https://doi.org/10.11606/2316-9877.2026.v14.e241815

Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos de Belo Horizonte

RESUMO: Pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, que faz um estudo de caso sobre a Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos. Inaugurada no final de 1987, esse foi o primeiro espaço com acervo aberto ao público dedicado às histórias em quadrinhos de Belo Horizonte. A gibiteca foi idealizada pelo colecionador Antônio Roque Gobbo, que ao mudar para a capital de Minas Gerais, disponibilizou sua coleção para consulta de forma gratuita. Defensor da preservação da memória dos quadrinhos, em um gesto de generosidade, em 1992 Gobbo doou toda a coleção para dar origem à Gibiteca da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

Antônio Roque Gobbo

Antônio Roque Gobbo nasceu em 11 de novembro de 1935, na cidade de São Sebastião do Paraíso. O município está localizado na região sudoeste do estado de Minas Gerais. O gosto pela leitura veio cedo. Entre os 6 e 7 anos ganhou seu primeiro livro, Dom Quixote para Crianças, de Monteiro Lobato. Gobbo em entrevista para a Rede Minas (Conversações, 2018) disse que este prazer pela leitura foi influenciado pelo seu tio Armando, que morava na mesma casa. Seu tio assinava diversas revistas e tinha uma biblioteca em casa. “A paixão pelas histórias em quadrinhos começou por volta dos 7 anos, num tempo em que televisão era peça de ficção de um futuro quase intergalático” (Werneck, 2010). No princípio lia as revistas que os seus colegas de escola emprestavam. Entre os seus personagens preferidos estavam o Fantasma, Tarzan, Super-Homem e Capitão América. Com o tempo, passou a guardar as suas revistas O Tico-Tico, Globo Juvenil, Guri, Mirim, Gazeta Infantil, Clássicos Ilustrados e qualquer outro gibi que chegasse em suas mãos. Com o tempo, foi se constituindo sua coleção, que passava a crescer em volume. 

Devido ao emprego de bancário de seu pai, Gobbo e sua família faziam constantes mudanças de cidade. Em todas elas, nunca deixava para trás suas revistas. Sua coleção era armazenada cuidadosamente em caixas e transportadas para a nova moradia. Virou bancário no Banco Credireal e passou a ter dinheiro para comprar mais livros e revistas em quadrinhos. Casou-se com Enny Gobbo. 

Em 1985, quando chega com a família na cidade Belo Horizonte, traz na bagagem mais de quatro décadas de acervo acumulado. Foi quando sua esposa o perguntou o que ele iria fazer com todo aquele material. Depois de sua aposentadoria, Gobbo idealizou, junto com Vicente de Paula Penido e Lenine Lucas, um espaço para disponibilizar o acesso às suas HQs. 

Continue lendo

O jovem Gobbo