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Conceição Evaristo, Olhos D’Água

Fotomontagem com aplicação de filtro de textura de lápis de cor.

Divulgação Conferência de Cultura

Divulgação EXTRA-OFICIAL, feita pelo Fórum Cultural Noroeste, para a 8ª Conferência Municipal de Cultural de Belo Horizonte

Informações oficiais: https://prefeitura.pbh.gov.br/cultura/viii-conferencia-municipal-de-cultura

141ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural

COMUNICADO: COMUNICADO
Edição: 7332 | 1ª Edição | Ano XXXI | Publicada em: 02/09/2025
COMUC – Conselho Municipal de Política Cultural

COMUNICADO

A Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural (COMUC) comunica a realização da 141ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural.

A Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural, ocorrerá no dia 09 de setembro de 2025, terça-feira, das 14:00 às 17:00, no Centro Cultural Usina de Cultura, situada na Rua Dom Cabral, 765 – Ipiranga, Belo Horizonte com as seguintes pautas:

Abertura dos trabalhos;

INFORMES:

1. Procedimentos regimentais das reuniões e rituais de deliberação das matérias.

ORDEM DO DIA:

1. Aprovação da Ata da 140ª Reunião Ordinária do COMUC.

2. Calendário Integrado das Atividades de setembro a novembro.

3. Projetos Transformadores da Cultura.

4. Balanço da Virada Cultural.

5. Assuntos Gerais.

As inscrições para ouvintes deverão ser realizadas pelo link disponível no site: https://prefeitura.pbh.gov.br/cultura/comuc.

PROJETOS TRANSFORMADORES DA CULTURA

Ata: https://dom-web.pbh.gov.br/visualizacao/ato/472856

A fala foi aberta aos conselheiros. Richardson Santos de Freitas (Suplente; Noroeste) realizou observações sobre os Projetos Transformadores da Cultura, destacando o papel relevante dos centros culturais nesse processo. Pontuou a necessidade de que o Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira tenha um papel importante no projeto de Revitalização do Centro e Lagoinha, apontando que o espaço enfrenta problemas físicos e de gestão de espaços compartilhados. Sugeriu, também, que o centro cultural tenha um papel mais determinante e com maior autonomia, e que sua readequação vá além das condições físicas.

Richardson Santos de Freitas (Suplente; Noroeste) argumentou que falta aos grandes festivais uma escuta maior da população de forma aberta. Citou o FLI, Festival Literário Internacional, que no chamamento público diz que em abril realizou uma primeira reunião; em junho fez a pré-produção; agosto, a produção; e a execução estava prevista para setembro. E em nenhum momento, desde abril, houve um chamamento para os artistas da área da Literatura para uma conversa. O conselheiro fez essa crítica com esperança que a nova presidência da FMC e da nova Diretoria de Festivais possam escutar as pessoas antes do evento acontecer, porque hoje não se tem uma política de festivais, e sim uma política de produção de eventos.

Divugação 8ª Conferência Municipal de Cultura de Belo Horizonte – 2025

Calendário:

Pré-conferências – de 17 de setembro a 5 de novembro de 2025.

Plenárias finais – 29 e 30 de novembro de 2025).

Oficina de Tirinhas em Quadrinhos no FLIS

Oficina de tirinhas em quadrinhos na Festa Literária de Sabará – 2025 (FLIS), organizado pela Borrachalioteca.

Dia 31 de agosto de 2025 – 15 horas, na Praça Santa Rita – Centro – Sabará.

Brigada Profissional

Vai ter que treinar e jogar

Antônio Roque Gobbo

O escritor e colecionador Antônio Roque Gobbo, idealizador da Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos e do fazine Repórter HQ.

Ilustração feita para a Barzine #2: https://nanquim.com.br/barzine-2/

Cecília Meireles, Cânticos

Fotomontagem digital e depois usando IA como técnica de acabamento.

Barzine #2 – Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos – Belo Horizonte

Comunicação científica feita nas Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da ECA/USP, com lançamento do fanzine Barzine #2 e artigo públicado na revista Nona Arte – Revista Brasileira de Pesquisas em Histórias em Quadrinhos, do Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP, vol. 14/2026. Qualis B2.

Autores: Richardson Santos de Freitas e Lorena Tavares de Paula

DOI: https://doi.org/10.11606/2316-9877.2026.v14.e241815

Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos de Belo Horizonte

RESUMO: Pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, que faz um estudo de caso sobre a Biblioteca Nacional de Histórias em Quadrinhos. Inaugurada no final de 1987, esse foi o primeiro espaço com acervo aberto ao público dedicado às histórias em quadrinhos de Belo Horizonte. A gibiteca foi idealizada pelo colecionador Antônio Roque Gobbo, que ao mudar para a capital de Minas Gerais, disponibilizou sua coleção para consulta de forma gratuita. Defensor da preservação da memória dos quadrinhos, em um gesto de generosidade, em 1992 Gobbo doou toda a coleção para dar origem à Gibiteca da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

Antônio Roque Gobbo

Antônio Roque Gobbo nasceu em 11 de novembro de 1935, na cidade de São Sebastião do Paraíso. O município está localizado na região sudoeste do estado de Minas Gerais. O gosto pela leitura veio cedo. Entre os 6 e 7 anos ganhou seu primeiro livro, Dom Quixote para Crianças, de Monteiro Lobato. Gobbo em entrevista para a Rede Minas (Conversações, 2018) disse que este prazer pela leitura foi influenciado pelo seu tio Armando, que morava na mesma casa. Seu tio assinava diversas revistas e tinha uma biblioteca em casa. “A paixão pelas histórias em quadrinhos começou por volta dos 7 anos, num tempo em que televisão era peça de ficção de um futuro quase intergalático” (Werneck, 2010). No princípio lia as revistas que os seus colegas de escola emprestavam. Entre os seus personagens preferidos estavam o Fantasma, Tarzan, Super-Homem e Capitão América. Com o tempo, passou a guardar as suas revistas O Tico-Tico, Globo Juvenil, Guri, Mirim, Gazeta Infantil, Clássicos Ilustrados e qualquer outro gibi que chegasse em suas mãos. Com o tempo, foi se constituindo sua coleção, que passava a crescer em volume. 

Devido ao emprego de bancário de seu pai, Gobbo e sua família faziam constantes mudanças de cidade. Em todas elas, nunca deixava para trás suas revistas. Sua coleção era armazenada cuidadosamente em caixas e transportadas para a nova moradia. Virou bancário no Banco Credireal e passou a ter dinheiro para comprar mais livros e revistas em quadrinhos. Casou-se com Enny Gobbo. 

Em 1985, quando chega com a família na cidade Belo Horizonte, traz na bagagem mais de quatro décadas de acervo acumulado. Foi quando sua esposa o perguntou o que ele iria fazer com todo aquele material. Depois de sua aposentadoria, Gobbo idealizou, junto com Vicente de Paula Penido e Lenine Lucas, um espaço para disponibilizar o acesso às suas HQs. 

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