Categoria: Lições

Funções na produção de uma história em quadrinhos

Quando se fala em quadrinhos é muito comum as pessoas relacionarem a imagem do quadrinista na produção de uma história. Alguns até acreditam que só quem desenha pode trabalhar com quadrinhos.

Em um trabalho autoral, existe a possibilidade de uma única pessoa pode executar todo o processo de elaboração e montagem de uma história. Porém, quadrinhos pode ser também uma arte coletiva, dividida em várias etapas e feitas por diversos pessoas ao longo do processo. Tudo vai depender da estrutura, desde a de uma editora profissional que conta em sua equipe com diversos profissionais ou uma iniciativa independente, onde uma pessoa acumula várias funções.

A lista abaixo traz uma divisão de funções mais comuns na produção de uma história em quadrinhos.

ROTEIRISTA

Responsável por escreve a história em formato de roteiro. Nesse roteiro, haverá a descrição das cenas, diálogos e informações relevantes para auxiliaram o quadrinista a desenvolver os desenhos.

Dependendo do estilo, o roteirista pode apenas passar uma ideia geral da história e deixa o resto por conta da imaginação do quadrinista. Outros são detalhistas, descrevem quadro a quadro, informam o tipo de enquadramento; descrevem os personagens e que tipo de expressão facial ou corporal devem apresentar; detalham o cenário e que elementos de composição de objetos devem ter na cena.

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Desenho – Noções e Técnicas, de Aylton Thomaz

“Um traço, uma linha curva, linhas que se entrelaçam. Traços para baixo ou para cima, para frente ou para trás. Todo um emaranhado de linhas, retas e curvas, traçados geométricos que vão construindo no papel branco a forma e a forma da figura humana. O desenho.”

O livro divulga em suas páginas algumas noções de anatomia, animal e humana, construção de cabeça humana e expressões, perspectiva, silhueta, acabamento e outras técnicas para quem está iniciando na prática do desenho.

Filho do ilustrador Augusto Thomaz, Aylton Thomaz nasceu no Rio de Janeiro em 1934. Inicia sua carreira de desenhista na Editora Brasil América (EBAL), em 1953, trabalhando com capas de revistas e histórias em quadrinhos. Participou de Salões, como História em Quadrinhos no MASP e Ilustração Infanto Juvenil do Circo Voador, entre outros. Com sua experiência, publicou diversos livros sobre técnicas de desenhos.

Desenho: Noções e Técnicas
Aylton Thomaz
Editouro – Grupo Coquetel
1987

THOMAZ, Aylton. Desenho: Noções e técnicas. Rio de Janeiro: Ediouro, 1987

Quadrinhos do Aglomerado

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, dá início nesta segunda-feira, dia 10 de maio, a uma programação virtual desenvolvida em rede pelos Centros Culturais do município. Serão cerca de 30 atividades por semana, gratuitas e voltadas a todos os públicos, em diversas linguagens artísticas, como música, dança, artes visuais, entre outras, além de oficinas de inclusão digital. A programação completa para esta primeira semana já está disponível no Portal Belo Horizonte – www.portalbelohorizonte.com.br. As inscrições devem ser feitas seguindo as orientações de cada atividade. Semanalmente, haverá a atualização da grade de programação. 

A criação desta programação virtual marca o retorno das atividades dos Centros Culturais descentralizados, geridos pela Prefeitura, espalhados por todas as regionais da cidade. Voltados ao desenvolvimento cultural e à valorização das identidades das comunidades onde estão inseridos, estes espaços encontram-se atualmente fechados ao público devido às medidas sanitárias de combate e prevenção à Covid-19.

Saiba mais no portal da PBH: prefeitura.pbh.gov.br/noticias

QUADRINHOS DO AGLOMERADO

A atividade apresentará a linguagem dos quadrinhos e a história desse gênero literário e visual, abordando os fundamentos de estrutura da narrativa, desenho, balões e roteiro. Com Richardson Freitas.

Público: a partir de 10 anos
Datas: 11, 18 e 25 de maio, 1º, 8, 15 e 22 de junho de 2021 (terças-feiras)
Das 14h às 15h30
Inscrições: enviar um e-mail para ccvf.fmc@pbh.gov.br ou ccvm.fmc@pbh.gov.br e receberá o link para participar das aulas, via plataforma Google Meet.
Atividade online realizada pelo Centro Cultural Vila Fátima e Centro Cultural Vila Marçola

Enquadramento

Enquadramento é um conceito criado no cinema e incorporado aos quadrinhos. Enquadrar significa definir o tamanho e a posição dos personagens e dos objetos de cada quadro. Através desses planos, o quadrinista busca provocar um efeito específico no leitor.

Conheça os tipos de planos:

  • GRANDE PLANO GERAL

Mostra a cena em um enquadramento muito aberto. É um plano usado para ambientação, para situar o leitor dentro da história. Ao mostrar a cena do ponto de vista mais amplo, determina o local ou período histórico da ação.

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Quadro, requadro e sarjeta

A estrutura básica de uma história em quadrinhos é formada de quadro, requadro e sarjeta.

QUADRO

O quadro é o espaço onde acontecem uma cena da história. Dentro dele poderão ser encontrados vários elementos, como o desenho, as legendas, os balões e as onomatopeias.

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Onomatopeia

A onomatopeia é um recurso de narrativa das histórias em quadrinhos para simular sons em forma de fonemas. Elas amplificam os acontecimentos de uma cena.

“Etimologia: Vem do grego Onomatopiia (ação de imitar uma palavra por imitação do som – ou criação de palavras), pelo latim Onomatopeia, por via semi-erudita. […]”
“As onomatopeias são palavras imitativas, isto é, palavras que pretendem imitar, através dos fonemas de que se compõem, certos ruídos como o grito ou o canto dos animais, o som dos instrumentos musicais, o barulho das máquinas, o ruído que acompanha os fenômentos da natureza etc. A onomatopéia é sempre uma aproximação e nunca uma reprodução exata, como nem de outra forma poderia ser. Os fonemas da voz humana diferem no seu timbre, e noutras qualidades dos ruídos da natureza que procuram imitar” (Krystoffer Nyrop).
(Aizen, 1977, p. 270) In: Moya (org.), Shazam!, 1977.

Vamos acompanhar um exemplo de uma xícara caindo no chão.

Na primeira tirinha, não foi usado o recurso da onomatopeia. Não há prejuízo de entendimento porque o desenho deixa claro que a xícara caiu no chão e se quebrou.

Nessa segunda tira, o recurso da onomatopeia faz com que a cena da xícara se espatifando no chão tenha uma maior impacto. Isso acontece porque ao acrescentarmos “CRASH” induzimos o leitor, ao ler a palavra, a recriar o som em sua cabeça.

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Desvendando os Quadrinhos, de Scott McCloud

Scott McCloud utiliza a linguagem dos quadrinhos para a ensinar sobre a própria linguagem. De forma prática, define os conceitos, demonstra os elementos e as funcionalidades básicas das hqs. McCloud ainda aborda sobre o que acontece entre os quadros de uma história, revelando como a nossa mente processa a mensagem ao ler uma revista.

MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. São Paulo: M.Books, 1995.

ISBN: 85-346-0489-4

CDD-741.5
95-2722

Índices para catálogo sistemático:
1. Estória em quadrinhos: Apreciação crítica – 741.5
2. Quadrinhos: Estórias: Apreciação crítica – 741.5

Mangá. O poder dos quadrinhos japoneses, de Sonia Bibe Luyten

“Japão é o país onde se consome a maior quantidade de quadrinhos no mundo. As cifras de vendagem chegam anualmente a bilhões de exemplares. A indústria multibilionária dos mangás atinge toda a população porque tem uma de suas bases apoiada na estreita e íntima ligação entre os personagens e o público. Os heróis de mangá se solidarizam com o leitor: eles lutam, amam, brigam, aventuram-se, viajam e até exercitam-se por ele. Também o faz esquecer das longas horas nos trens, metrôs, do trabalho monótono e mecânico nos escritórios, do inferno dos vestibulares, das casas apertadas, da multidão nas ruas e dá energia para o dia seguinte.

No Brasil, os mangás serviram como um dos mantenedores da língua viva e coloquial entre as gerações de descendentes de japoneses e influenciaram os desenhistas de Histórias em Quadrinhos nipo-brasileiros dentro do movimento quadrinista nacional.”

Trecho do livro, Sonia Bibe Luten

Mangá: O Poder dos quadrinhos japoneses
Sonia Bibe Luyten
Fundação Japão
1991

LUYTEN, Sonia Maria Bibe. Mangá: O poder dos quadrinhos japoneses. São Paulo: Estação Liberdade – Fundação Japão, 1991.

ISBN: Editora HEDRA
8587328174
9788587328175

CDD- 741.5952
302.230952
808.36
91-0015

Índices para catálogo sistemático:
1. Estórias em quadrinhos: Forma narrativa: Literatura 808.39
2. Japão: Estória em quadrinhos: Apreciação crítica 741.5952
3. Japão: Estória em quadrinhos: Poder de comunicação: Aspectos sociais 302.230952
4. Japão: Quadrinhos: Estórias: Apreciação crítica 741.5952

Shazam!, de Álvaro de Moya (org.)

Sinopse

Os comics converteram-se em alimento de consumo de massa para os cidadãos de todo o mundo, influindo na sua cultura, sua língua e seus costumes, modelando seus gostos e suas inclinações. Por isso mesmo constituíram-se em um dos principais objetos de análise e estudo no domínio das comunicações, já tendo suscitado volumosa bibliografia internacional, à qual vem juntar-se agora a valiosa contribuição brasileira que Álvaro de Moya organizou com inteligência.

Sumário

  • Era uma vez um menino amarelo – Álvaro de Moya
  • Os dilemas do Fantasma e do Capitão América – Jô Soares
  • Os quadrinhos e a comunicação de massa – Haron Cohen e Laonte Klawa
  • Desde a pré-história até McLuhan – José A. Gaiarsa
  • Elementar, meu caro Freud – Paulo Gaudêncio
  • Pedagogia e quadrinhos – Azis Abrahão
  • As taradinhas dos quadrinhos – Álvaro de Moya
  • Space-comics: um esboço histórico – Sérgio Augusto
  • Histórias (dos quadrinhos) no Brasil – Álvaro de Moya
  • Histórias em quadrinhos e seu argumento – Enrique Lipszyc
  • Muito obrigado, sr. Johann Gutemberg – Reinaldo de Oliveira
  • Onomatopéias nas histórias em quadrinhos – Naumin Aizen
  • Cronologia – Álvaro de Moya

MOYA, Álvaro de Moya (org.). Shazam!. Coleção Debates Comunicação. São Paulo: Editora Perspectiva, 1977.

ISBN-10: 8527306727
ISBN-13: 978-8527306720