Final do primeiro século DC. Capitolias, atual Jordânia.
Pinturas encontradas em um túmulo da cidade de Capitolias, localizada atualmente no território da Jordânia, no Oriente Médio. Elas possuem cerca de 2 mil anos de idade. A cidade de Bayt Ras foi erguida sobre as ruínas da antiga Capitolias, construídas durante o período helenístico.
Datado entre os séculos I a V d.C, o túmulo apresenta 64 inscrições e cerca de 260 imagens que contam a versão mitológica do surgimento da cidade. A história começa com divindades provando ofertas recebidas por humanos e segue com homens trabalhando na terra, colhendo frutos. Há um painel onde é retratado um sacrifício em nome dos deuses guardiões da cidade. Ainda em fase inicial de estudo, especula-se que a pessoa da tumba seja a mesma que foi retratada na cena do sacrifício.
As figuras têm como característica textos de falas inseridas juntos aos desenhos, que narram as ações dos personagens.
Alexandria é uma cidade do Egito. Era um território que estava sob influência helenística, que foi o processo de expansão de territórios da civilização grega nos territórios conquistados na região do mar Mediterrâneo até a Ásia.
Idealizado no reinado de Ptotomeu I, a construção da biblioteca só foi concluída no reinado de Ptolomeu II. Tinha como objetivo armazenar todos os livros do mundo. Pretendia-se que a cidade se tornasse a sucessora de Atenas na produção e disseminação do conhecimento e da cultura.
Reunia obras em rolos de papiro produzidas por gregos, egípcios, romanos, hebreus, persas, assírios, entre outros. Em seu acervo havia obras de Sócrates, Platão e Homero.
A biblioteca fazia parte de um complexo arquitetônico que exaltava as nove musas (deusas gregas). O Mouseion continha, além da biblioteca, um templo e um complexo cultural que possuía salas de aulas, de leitura, laboratórios, galeria de arte e scriptoriums (locais onde eram produzidos livros).
Demétrio de Faleros foi o idealizador e o primeiro diretor da biblioteca. Estadista, chegou a reger Atenas. Por volta de 298 a. C.., devido a uma reviravolta política, foge para Alexandria.
Zenódoto de Éfeso foi o segundo diretor. Adotou a ordem alfabética como método de organização, sendo um dos primeiros registro de uso deste tipo de técnica. O grego Zenódoto foi filósofo, gramático e professor do rei Ptolomeu II. Ocupou-se em editar e organizar os escritos de Homero, como Ilíada e Odisseia.
Não há a certeza do que causou a destruição da Biblioteca de Alexandria. Teorias falam em um incêndio de grandes proporções, onde estima-se que 40 mil manuscritos foram perdidos, em 48 a. C.
Abaixo um mapa que ilustra a cidade da época de Cleópatra (última governante do reino Ptolemaico), onde podemos observar a área reservada para o Musaeumand library (museu e biblioteca).
Décima Oitava Dinastia (1549 a 1292 a.C), Necrópole de Tebas, Antigo Egito
Pinturas feitas na entrada da tumba de Menna, um alto funcionário real responsável por administrar as atividades agrícolas e o templo do deus sol Amon-Rá.
No painel, Menna aparece sentado supervisionando todo o processo, desde a aração do campo, passando pela colheita e despacho da produção via embarcação.