Categoria: Leituras

Justiça Ltda.

Essa revista particularmente me impactou muito na época, na década de 1990, quando a comprei. Até então meu mundo girava na leitura de histórias em quadrinhos de super-heróis. Comprei pelo título: ação/detetive. Eram duas edições que estavam embaladas em um plástico. Então só vi a arte quando cheguei em casa e abri a embalagem. No primeiro momento achei horrível, meu gosto estético estava moldado pelo desenhos dos comics. Bateu um arrependimento de ter comprado. Mas comecei a ler. Comecei a me envolver com a história. De repente, ao final, um novo mundo havia se aberto diante dos meus olhos. Um mundo além de personagens com superpoderes. Um mundo com desenhos alternativos e expressivos. Um mundo onde o roteiro questionava o status quo.


Em uma sessão de cinema sobre a sua vida, Richard Benson revive um terrível trauma. Durante as suas férias com sua família, ao perder o seu voo, embarca em um avião alternativo. Ao voltar do banheiro do avião, percebe a ausência de sua mulher e filha. Desesperado, busca explicações, quando é dominado e sedado. Ao acordar em um hospital, e sem saber porque foi o único a ser poupado, percebe que seu rosto sofreu uma terrível transformação.

Richard agora pode moldar o seu rosto e adquir a aparência de qualquer outra pessoa. Ele volta a ativa, montado a agência de investigação particular JUSTIÇA LTDA, usando suas habilidades para desvendar pequenos casos. Mas era uma época de Guerra Fria e o governo norte-americano, através da agência DSI, o recrutou para combater as forças comunistas. Richard entra em uma rede internacional de conflito e golpes de Estado. Assume o lugar de líderes de países hostís aos EUA. Enquanto isso, busca por pistas para encontrar quem matou sua família e ter sua vingança.

Durante sua jornada, descobre intrigas e manipulações. Deserta.

“…quando eu desertei, minha única intenção era alterar o equilíbrio… derrubar a estrutura política que o DSI me usou para estabelecer. Só que eu vi o povo… e como minhas missões tinham causado a todos muita dor… eu sabia que precisava ajudar a reconstruir suas vidas… a restaurar a paz da consciência que anos de tirania apoiada pelo DSI havia destruído. Acho que consegui, Mac. Esta gente é feliz… pela primeira vez em suas vidas. […] Antes de eu assumir, San Valente era só um nome na lista de aliados americanos. Meu predecessor usou o apoio militar dos Estados Unidos para violetar este país. Mas ninguém no DSI se importou… porque os líderes do governo juraram arrancar todos os subversivos comunistas do seu meio. Não importou a ninguém que não existisse nenhum… que foi apenas uma desculpa conveniente pra eliminar toda a oposição à ditadura. Centenas morreram… milhares desapareceram porque o apoio do DSI não era nada além de uma licença para matar.”

JUSTIÇA LTDA
Minissérie em duas edições
Por Andrew Helfer e Kyle Baker
Editora Abril – DC Comics

Legião Alien

Série Graphic Novel 15, editora Abril

Criação: Carl Potts e Alan Zelenetz
Texto: Alan Zelenetz
Desenhos: Frank Cirocco
Arte-final: Terry Austin
Cor: Steve Oliff e Frank Cirocco

Sinopse:

O que pode levar um homem a ingressar em um grupo de guerreiros mercenários? Seja qual for o motivo, uma vez aceito pela Legião Alien, o soldado terá, certamente, duas obrigações: obedecer às determinações de seu comandante e honrar a tradição da mais poderosa unidade de combate que já singrou o espaço infinito.

O grupo é bastante heterogêneo. Alguns lutam por dinheiro, outro, por um ideal. Mas o objetivo da Legião é um só: defender as fronteiras da União Galáctica Tophanica e a Galarquia, sistema de governo vigente. Custe o que custar.


A fortaleza de Vega, uma das bases de Galarquia, sofre um atentado terrorista de um grupo tecnóide comandando por Dethron. Capitão Sarigar é convocado para comandará um esquadrão em uma missão clandestina com o objetivo de assassinar esse terrorista antes do próximo atentado. O grupo se infiltra na cidade onde um comício de Dethron acontecerá para seus seguidores e se prepara para um ataque relâmpago onde não pode haver falhas.

A história mostra a estrutura de funcionamento de um exército, que recruta soldados baseados em histórias lendárias de sacrifícios e de uma morte honrosa em combate na defesa de um ideal. As ordens devem ser cumpridas sem questionamentos. Porém, muitas destas histórias podem não serem verídicas e a verdade pode ruir a estrutura de poder do sistema de governo de quem detém o poder.

Surfista Prateado: Parábolas

História: Stan Lee
Arte: Moebius
Cores: Marck Chiarello e John Wellignton
Graphic Novel 11
Editora Abril
Maio de 1989

Parábolas

Galactus volta à Terra dizendo que o momento é dele, que ele é o poder e diz trazer uma nova era. Ele afirma que veio libertar a humanidade das leis dos homens e se quiserem se salvar, as pessoas devem fazer o que desejarem. Nada é errado ou pecado. O prazer é tudo.

Visto como um deus, as palavras de Galactus levam as pessoas a histeria e transformam a sociedade em um caos. Colton, um falso profeta que vinha perdendo adeptos, tenta se beneficiar da situação e ganhar poder político e religioso. Quem questionava os mandamentos do novo deus era considerado um anticristo. Infelizmente para Colton, umas das pessoas questionadoras era sua própria irmã.

O Surfista Prateado estava na Terra de forma oculta, usando roupas esfarrapadas e vivendo no submundo da cidade. As pessoas não se lembravam mais dele, do tempo da primeira visita de Galactus. O herói tinha se tornado uma vaga lembrança. Considerado apenas uma lenda quase esquecida.

Vendo o perigo, o Surfista Prateado larga o seu isolamento e parte para confrontar novamente Galactus. Ele cobrar a promessa do devorador de mundos de nunca atacar a Terra novamente. Começa assim o embate para salvar a Terra.

Homem-Aranha #37

Homem-Aranha #37

Lançada em julho de 1986.

História: Ninguém pode deter o Fanático.

Argumento de Roger Stern. Arte de John Romita Jr. Arte-firnal de Jim Mooney. Cor de Carmen Octaviano. Letras de Lilian Toshimi. Editor: Helcio de Carvalho.

Editora Marvel. Publicada no Brasil pela Editora Abril.

A revista que me fez, definitivamente, gostar de quadrinhos e produzir minha primeiras histórias. Li este quadrinhos quando tinha 10 anos, em 1986.

Madame Teia tem uma premonição de que estava em perigo e contacta o Homem-Aranha para protegê-la. A ameaça é o Fanático, clássico vilão dos X-Men, que está junto de uma gangue que pretende sequestrar a médium. Para cumprir a missão, e acabar com o seu tédio, o Fanático parte para o local onde Madame Teia se encontra traçando um linha reta. No caminho vai derrubando e destruindo tudo o que encontra em seu caminho. O Homem-Aranha aparece para tentar detê-lo, mas logo descobre que não é forte o suficiente para parar o Fanático e precisará encontrar uma forma criativa para prender o super vilão.