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II Bienal Internacional de Quadrinhos
De 11 a 21 de novembro de 1993
Local: Espaço Cultural dos Correios – Rio de Janeiro/RJ
A II Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro teve como tema as cidades.
Produção: Ayuri Editorial
Diretores:
- Emanuele Landi
- Nilton Santos
- Roberto Ribeiro
- Sérgio Portela
Convidados internacionais: Jacques Tardi (França), Bill Sienkiewicz (EUA) e Jordi Bernet (Espanha).
Exposições internacionais:
- Itália
- Apanhado dos mais importantes colaboradores da famosa revista Linus, que reuniu em suas páginas astros de todo o mundo.
- As Cidades: mostra como os diversos artistas italianos veem a cidade de Veneza.
- O Prazer do Medo: o editor Sergio Bonelli apresenta um grande painel sobre o terro nos quadrinhos.
- França
- A cidade de Paris foi homenageada através de uma exposição só com originais de Jacques Tardi, com direito a vídeo sobre o artista.
- Mostra com 80 originais de Moebius
- Alemanha e França
- Dobradinha de originais de artistas dos dois países, como Frank Margerin e Mathias Schulteiss. A exposição A Revanche das Regiões teve 92 peças, sendo que 50 são francesas e 42 de alemães.
- Argentina
- Mostra comemorativa da revista Fierro montada pela Ediciones de La Urracas.
- Espanha
- Vinhetas Espanholas: mostra de artistas do país, com destaque aos painéis de Daniel Torrres (Triton e Opium).
- EUA e Cuba
- Os norte-americanso e cubanos conviveram pacificamente na exposição de originais de Bill Sienkiewicz e Cecílio Montalvo.
Exposições nacionais:
- Made in Brazil: mostra de artistas brasileiros. Deodato, Kipper, Cariello, Jubran, Mozart Couto, Cesar Lobo, entre outros.
- Movie Rio: mostra da Radical Chic, de Miguel Paiva.
- 300 anos de Curitiva: pranchas desenhada por Claudio Seto.
- STIC (Sindicato dos Técnicos da Indústria Cinematográfica) com mostra temática sobro o universo dos quadrinhos e da animação.
- Painel de artistas de São Paulo com a temática “As cidades” organizado por Jal.
- Histórias em quadrinhos: uma visão verde e amarela: organizada por ASSONEPE (Associação Nacional de Estudos e Pesquisas da Ecosofia para o Desenvolvimento) que apresentou as obras de três mestres dos quadrinhos – Ivan Wasth Rodrigues, Flavio Colin e Edmundo Rodrigues. Exposição que aconteceu no MIS, com curadoria de Krisnas.
O evento contou ainda com a Feira de Quadrinhos e três concursos de quadrinhos: Direito à Cidade, Jovens Talentos e Fanzines.
Apoio da UERJ, Correios, American Airlines, Fórum Nacional da Reforma Urbana, Centro Cultural Banco do Brasil e Casa França-Brasil.
Fonte: Bienews – Setembro de 1993

I Bienal Internacional de História em Quadrinhos
De 7 a 17 de novembro de 1991
Local: A sede do evento estava na Fundição Progresso , mas a programação se estendeu para outros 16 espaços na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Artistas internacionais: Will Eisner, Moebius e Sergio Bonelli.
Produção: Ayuri Editorial com patrocínio da Prefeitura do Rio e Petrobrás.
Exposições, conferências e debates.


Cultura em quadrinhos
Jornal do Brasil – Rio de Janeiro
20 dezembro de 1981
Zózimo
Cultura em quadrinhos
O Rio , mais precisamente o Largo do Machado, ganhou esta semana sua primeira gibiteca – uma biblioteca especializada no empréstimo de revistas em quadrinhos.
Funciona na Livraria Pé de Página e reúne em seu acervo desde edições raras até a mais recente publicação do gênero.
Quem pensa que os bibliófilos cariocas resumiam seu interesse aos clássicos, engana-se: podem ser vistos lá, diariamente, dezenas de conhecidos literatos à cata de gibis antigos, sem nenhuma enibição, mostrando que Proust não é incompatível com Pato Donald e que Machado de Assis pode perfeitamente ser lido ao mesmo tempo que o Tico-Tico.

Indústria de fotonovela
O Observador Econômico e Financial
Título: Indústria de fotonovela
Edição 296, outubro de 1960
Rio de Janeiro/RJ
Autora: Mary Acker


Trecho:
O povo brasileiro, de modo geral, lê muito pouco. As mulheres lêem em menor escala, e as jovens, proporcionalmente, não liam nada até o advento dêsse tipo de revista. Essa preguiça mental encontra eco no cinema, no rádio e na televisão, que suprem a percentagem de sonho e de vida imaginativa que cada um tem dentro de si, – mais fortemente as jovens, que ainda não atravessaram experiências “diferentes”. O romance em quadrinhos veio ao encontro do fator juventude + preguiça mental + sonho, e formou seu público, que vai de 14 a 22 anos de idade. O índice de mulheres solteiras é superior. É um público específico, que só lê fotonovela, e que pertence à classe média (B1, B2 e C) para baixo.
É um tipo de leitura prejudicial à formação intelectual dos jovens? Os puritanos afirmarão que sim, que cada quadrinho nada mais é do que uma gôta de veneno destilado. Os proprietários das emprêsas acham que não, que suas revistas são um bom subsídio para quem, por princípio, não lê nada. Mas mesmo que se concorde com sua influência perniciosa, nada há que fazer, pois elas já se constituíra num mal necessário. Uma aspiração utópica seria a de querer que elas contivessem histórias moralizantes (mas o adultério é o tema principal…), e que abolisse tudo que fira a lei e os costumes.
Enfoque: Notícia negativa
Crédito: Biblioteca Nacional
Link: https://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=123021&Pesq=gibi&pagfis=39185
O Rio Nu
O Rio Nu era um periódico que começou a circular na cidade do Rio de Janeiro em 1898. Voltado para o público masculino, era uma publicação de 4 páginas, com estilo transgressor para sua época. Foi o responsável por introduzir a pornografia na imprensa brasileira.
Com a evolução das técnicas de impressão, passou a ser ilustrado. Em 10 de janeiro de 1900, o periódico bi-semanal reformulou seu visual, aumentou para 8 páginas e se intitulou como “Caustico, humorístico e illustrado”. A partir desse ano, houve o aumento de ilustração com mulheres nuas que fez a aumentar a venda de exemplares.
Na edição de 10 de janeiro de 1900, há na capa o publicação do trabalho do artista Armando Sacramento com uma tirinha em quadrinhos bem humorada. Era o Zé aguardando uma mulher casada sair escondida pela janela. Mas o Zé é surpreendido por um homem disfarçado, que desmarcara a traição e dando-lhe uma bengalada. A sequência tem três quadros, sem a divisão de requadros entres eles, e com texto narrativo localizado no rodapé dos desenhos.

Em fevereiro de 1900, a capa de O Rio Nú traz um quadrinhos de Frei Gallo. Nele, um homem se encanta por uma mulher e a aborda na rua, faz galanteios e aplica uma irresistível cantada. A mulher então o leva para sua casa para matar todos os seus desejos. No quarto, ao começar a tirar a roupa, a mulher deixa o homem bastante empolgado com os seios opulentos e esbeltos. Mas no final, ao tirar o corpete, ela revela que se trata de enchimento. Ela termina dizendo que só os peitos são postiços, todo o resto é brasileiro: “Tem sal, pimenta e limão…” Neste trabalho, os textos ainda estão no rodapé, mas percebe-se que as seis cenas estão separadas por requadros.

