Arquivo por tag: Quadrinhos

Onomatopeia

A onomatopeia é um recurso de narrativa das histórias em quadrinhos para simular sons em forma de fonemas. Elas amplificam os acontecimentos de uma cena.

“Etimologia: Vem do grego Onomatopiia (ação de imitar uma palavra por imitação do som – ou criação de palavras), pelo latim Onomatopeia, por via semi-erudita. […]”
“As onomatopeias são palavras imitativas, isto é, palavras que pretendem imitar, através dos fonemas de que se compõem, certos ruídos como o grito ou o canto dos animais, o som dos instrumentos musicais, o barulho das máquinas, o ruído que acompanha os fenômentos da natureza etc. A onomatopéia é sempre uma aproximação e nunca uma reprodução exata, como nem de outra forma poderia ser. Os fonemas da voz humana diferem no seu timbre, e noutras qualidades dos ruídos da natureza que procuram imitar” (Krystoffer Nyrop).
(Aizen, 1977, p. 270) In: Moya (org.), Shazam!, 1977.

Vamos acompanhar um exemplo de uma xícara caindo no chão.

Na primeira tirinha, não foi usado o recurso da onomatopeia. Não há prejuízo de entendimento porque o desenho deixa claro que a xícara caiu no chão e se quebrou.

Nessa segunda tira, o recurso da onomatopeia faz com que a cena da xícara se espatifando no chão tenha uma maior impacto. Isso acontece porque ao acrescentarmos “CRASH” induzimos o leitor, ao ler a palavra, a recriar o som em sua cabeça.

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Fazenda Movimento Boi Livre

Revista 4×4 nº 4 – MBL (setembro/2020) –  Peba Edições

4×4 é uma publicação coletiva da Peba Edições. Artistas:  Sílvio Romero, Ric, Wagner Nyhyw, Vitu Maia, Lexy Soares e Marcelo Dola.

Quadrinhos e Arte Sequencial, de Will Eisner

A compreensão e a prática da forma de arte mais popular do mundo

“Este trabalho tem o intuito de considerar a examinar a singular estética da Arte Sequencial como um veículo de expressão criativa, uma disciplina distinta, uma forma artística e literária que lida com a disposição de figuras e imagens e palavras para narrar uma história em quadrinhos ou dramatizar uma ideia. Ela é estudada aqui dentro do quadro da sua aplicação às revistas e às tiras de quadrinhos, onde é universalmente empregada.

(…)

Este trabalho foi originalmente escrito como uma série de ensaios publicados aleatoriamente na revista The Spirit. Também é resultado do curso de Arte Sequencial que ministrei na Escola de Artes Visuais de Nova York. “

Trecho do Prefácio do livro, escrito por Will Eisner

Quadrinhos e arte sequencial
Will Eisner
Martins Fontes
1995

EISNER, Will. Quadrinhos e arte sequencial. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

ISBN: 85-36-336-0366-5

95-0307
CDD-741.5
Índices para catálogo sistemático:
1. Estórias em quadrinhos: Apreciação crítica 741.5
2. Quadrinhos: Estórias: Apreciação crítica 741.5

A Guerra dos Gibis, de Gonçalo Junior

A formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64


“Adolfo Aizen e Roberto Marinho, principais personagens desta história, são os maiores responsáveis pela chegada ao Brasil de uma novidade americana que a partir dos anos 30 se tornou uma febre entre crianças e adolescentes e mobilizou presidentes da República, juristas, parlamentares, intelectuais, educadores, escritores, magnatas e artistas: as histórias em quadrinhos.

Embora fizessem a festa da garotada e de editores com Aizen e Marinho, os gibis causavam arrepios nos guardiões da moral, polemistas de plantão, tubarões da imprensa e raposas da política, que em coro pediam censura urgente às revistinhas – “se não quisermos fazer das próximas gerações brasileiras sucessivas fornadas de cretinos”, na sentença de Carlos Lacerda. Outros viam potenciais educativos nos gibis: Giberto Freyre queria uma versão da Constituição em quadrinhos.

Grandes figuras da vida nacional entre 1933 e 1964 se engajaram na heróica guerra dos gibis. Do Suplemento Infantil de Adolfo Aizen aos catecismos de Carlos Zériro, Gonçalo Junior narra uma aventura repleta de absurdo e ferocidade, feita de heróis e vilões de papel e de carne e osso.”

Texto da contra capa do livro

JUNIOR, Gonçalo. A Guerra dos Gibis: A formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

ISBN: 85-359-0582-0

04-7285
CDD-741.50981
Índices para catálogo sistemático:
1. Gibis: Quadrinhos: Brasil 741.50981
2. História em quadrinhos: Brasil 741.50981

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau

Brumadinho

Zandita de Adam Cozart

Ilustração de Zandita, personagem de Adam Cozart.

Oficina E.E. Silviano Brandão

Oficina de Quadrinhos
Escola Estadual Silviano Brandão
Belo Horizonte/MG
2018

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Oficina de Arte Final com Tinta Nanquim – CC Zilah Spósito

Oficina de Arte Final com Tinta Nanquim
Centro Cultural Zilah Spósito
25 de agosto de 2018
Associação Cultural Nação HQ
Fundação Municipal de Cultura
Belo Horizonte/MG

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Histórias em quadrinhos como coleção especial: uma experiência na biblioteca universitária

Autores:
Milena Polsinelli Rubi
Maria de Fátima Rossi da Costa
Elza Naomi Kawaguchi

Resumo: As revistas de histórias em quadrinhos fazem parte dos acervos das bibliotecas, porém, geralmente não são catalogadas e classificadas devido à fragilidade e à perecibilidade do seu suporte. Nesse sentido, nosso objetivo é apresentar o relato de experiência da Biblioteca Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos que, ao receber uma coleção com mais de 5.000 exemplares de um único doador, catalogou, classificou e indexou todos esses itens. As revistas de histórias em quadrinhos passaram por higienização mecânica, foram separadas de acordo com as coleções, catalogadas, classificadas, indexadas no catálogo Pergamum e armazenadas em papel de PH neutro. Após 4 anos de trabalho envolvendo bibliotecários, auxiliares de bibliotecas e estagiários, o Espaço HQ foi inaugurado em 2017 e toda a coleção pode ser consultada pelo catálogo on-line da Biblioteca. Devido a completude da coleção e raridade de alguns números, a coleção se tornou especial, dentro da biblioteca universitária. Consideramos que a experiência adquirida no tratamento descritivo e temático da coleção deve servir a outras bibliotecas que se interessem em catalogar esse tipo de material permitindo acesso a essa coleção, uma vez que a literatura e as bibliotecas brasileiras oferecem pouco subsídio sobre o tema.

Palavras-chave: histórias em quadrinhos representação descritiva. histórias em quadrinhos
representação temática. coleção especial. bibliotecas universitárias.

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