Banca de jornais e revistas

BANCAS DE JORNAIS E REVISTAS
Richardson Santos de Freitas

OBS: Artigo escrito em 2013, muitas informações, principalmente relativos ao avanço da venda e leitura digital, precisam ser atualizadas.

Este artigo se propõe a contar a trajetória das bancas de jornais e revistas no Brasil através do conceito de cultura material. A investigação passa por uma breve história do sistema de distribuição de jornais, o surgimento do empreendimento banca no país, a evolução em seu design e a atual situação do setor.

INTRODUÇÃO

“Partindo-se da compreensão do design com área produtiva fundamental na formação da cultura material contemporânea, entende-se a cultura material como o universo de coisas – objetos/artefatos – que permeiam a vida social, constitui-se no objeto de investigação de pesquisadores de diversas áreas, a começar, natural e tradicionalmente, pelos arqueólogos históricos, abrangendo campos afins, como a História da Arte, a Antropologia, a História e as Ciências humanas em geral.” (REIS, 2005, p1)

Desde a antiguidade as civilizações procuraram meios de registrar e retransmitir os fatos da História e do cotidiano da humanidade. Um meio desenvolvido para essa transmissão de informação foram os periódicos, que continham notícias, textos opinativos e matérias de interesse público.

A mais antiga publicação regular do mundo é a Acta Diurna, criada na Roma do século 59 a.C. A publicação era uma espécie de Diário Oficial que informava a população sobre os acontecimentos políticos, decisões jurídicas, campanhas militares, nascimentos, casamentos e obituários da época. Esculpidas em grandes placas de pedra ou madeira, as publicações eram expostas em lugares públicos de grande concentração de pessoas. Acta Diurna introduziu na sociedade a expressão “Publicare et propagare“, que significa “tornar público e se propagar”.

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